"Ao
ouvir isso, senti meu coração parar de bater, um gelo na espinha… Roger
saiu da casa, ouvi o barulho da porta do carro batendo e o carro saindo
em disparada. Pensei: “Meu Deus, isso não pode ser verdade, porque eu
tive que me meter nessa historia.” Esperei um tempo e sai da casa. Fui
embora correndo, com medo daquele maníaco voltar. Cheguei em casa e minha
mãe vem ao meu encontro e diz: “Filho, a mãe do Sandro ligou e
perguntou dele. Você sabe alguma coisa?” Com medo da reação de minha
mãe, não falei nada, apenas disse que não sabia de nada. Voltei para meu
quarto e não parava de pensar em tudo o que tinha acontecido. Sandro
estava morto, brutalmente assassinado e eu era o próximo. Fui ler como
seria a próxima morte. “15ª morte: a vítima terá que ser assassinada no
dia 15 de outubro.” Fiquei com mais medo ainda, hoje é dia 14 de
outubro…
Estava desesperado, mas acabei cochilando. Acordei com
um barulho imenso em minha casa. Alguma coisa caindo no chão, algo
pesado. Abro a porta do meu quarto devagar e ouço passos na sala. Já
comecei a pensar no pior. Roger descobriu onde eu moro e veio aqui me
matar. Ouço a porta do quarto de minha mãe abrindo e ela chama: “Filho, é
você? O que você derrubou?
Mas o pior estava para acontecer.
Minha mãe vai andando pelo corredor e de repente grita bem alto. Ocorre
um barulho de algo batendo, ela grita e cai no chão. Alguém matou minha
mãe. Continuo ouvindo passos, mas dessa vez, como se eles estivessem
vindo em direção ao meu quarto. Deitei correndo em minha cama, e peguei
debaixo do meu travesseiro, um canivete que comprei em uma viagem havia
uns dois anos. Abri a faca do canivete e escondi debaixo da coberta. Em
milésimos de segundo, comecei a pensar na minha morte, como seria, se
iria doer, se eu não ia sentir, se eu veria alguém do outro lado. Os
passos chegaram em frente a porta do meu quarto e pararam. Fingi que
estava dormindo, então ouço a porta do meu quarto abrindo bem
devagarinho. Os passos agora mais suaves, mas igualmente pesados, vinham
mais devagar em direção a mim. Mas se fosse mesmo Roger, ele só poderia
me matar amanha. Mas não tinha percebido que já se passavam da meia
noite. Quando senti que Roger se aproximou, não pensei duas vezes,
avancei em direção ao seu pescoço, como uma fera selvagem e com o
canivete na mão, fiz um corte de orelha a orelha em seu pescoço. Roger
cambaleou alguns passos para trás e caiu, agonizando no chão. Em seus
últimos sinais de vida, Roger desenhou um estranho símbolo no chão com
seu sangue. Era igual ao símbolo da capa do livro. Quando ele terminou,
seu braço tombou de lado, já sem vida. Poucos segundos depois, quando
achei que tudo tinha acabado, o pior aconteceu. O símbolo que Roger
desenhou no chão, não era um símbolo qualquer. Após alguns segundos de
seu falecimento, o símbolo que ele desenhou, começou a brilhar bem
forte. De repente essa luz vem em minha direção e me atinge, jogando meu
corpo contra a parede e me fazendo cair na cama…
Duas semanas
depois, enquanto passava O jornal Nacional, vem a noticia: Jovem de
apenas 23 anos, mata a mãe e o amigo e desaparece. A polícia suspeita
que ele usava drogas e participava de rituais de magia negra, pois em
seu quarto foi encontrado um livro que ensinava como evocar espíritos.
Até agora ninguém tem notícias do rapaz, a única pista que a policia
tem, é o tal livro. Nossa repórter conseguiu com exclusividade, entrar
no local onde ocorreram os assassinatos.
A repórter começou a
mostrar o quarto onde ocorreram os assassinatos, e a câmera foca
exatamente o livro citado na chamada da notícia. O livro estava no chão,
aberto em uma pagina que estava escrito: “Após a morte da ultima
vítima, o espíritos malígno possuirá o corpo do assassino.”
Até hoje a ninguém sabe o que aconteceu com o jovem rapaz…
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