O que
será que uma adolescente fazia com um livro com esse símbolo? Ao abrir,
tinha um recado escrito com letras bem garranchosas: “Siga tudo, passo a
passo, ou o ritual não funcionará.” E com outra letra, bem diferente
dessa, mas também bem feia tinha um nome: “Roger Silva”.
Ouvi passos e percebi que era a mãe de Lia que voltava, escondi o livro na cintura da calça. Queria muito ler seu conteúdo e descobrir quem era esse tal Roger. Bebi a água e me despedi da pobre moça.
Sai da casa e virei à esquina, assim que dei mais alguns passos, liguei
para Sandro e falei sobre o livro. Ele pediu para eu ir à sua casa para
verificarmos. Quando ele viu a letra do recado na contracapa, ele
reconheceu a letra e o nome. Era do faxineiro da escola, e seu nome era
Roger.
Dessa vez, eu que comecei a pensar se deveria mesmo
continuar essa investigação, afinal, não era mesmo da polícia nem era
parente nem nada da adolescente. Sandro disse que ia conversar com esse
Roger. Peguei o livro e fui para minha casa, para lê-lo com mais calma e
entender o que aconteceu. Era noite já quando comecei a ler o tal
livro. Falava muitas coisas sobre rituais satânicos, espíritos e coisas
do gênero. Uma das passagens do livro me intrigou. Falava de uma certa
forma de invocar espíritos malignos. Era um texto pequeno, mas muito
assustador. Nele, a pessoa tinha que matar 15 pessoas, mas cada uma de
um jeito em específico. Uma pessoa tinha que morrer afogada em uma lagoa
no inverno, outra pessoa deve sofrer um “acidente” de carro. Uma pessoa
tinha que ter 34 anos e ser loiro. Cada um com seus detalhes descritos.
Mas as três ultimas me deixaram com medo. “A 13ª morte tinha que ser
uma criança de 16 anos, oriental, e deveria ser estuprada e ter seu
corpo queimado. A 14ª morte tinha que ser um rapaz jovem, forte e
matá-lo a golpes de facão”. Quando li essas duas mortes, comecei a ligar
as coisas. O tal Roger, estava tentando invocar o algum espírito
maligno e estava próximo de conseguir. Quando lembrei que Sandro disse
que iria até sua casa para conversar com ele, fiquei desesperado. Peguei
meu celular e tentei ligar pra ele. Caixa postal… Fui até a casa de
Roger, toquei a campainha e nada. Gritei seu nome e nada. Quando na casa
vizinha, aparece uma senhora na janela e diz: “Ele saiu tem pouco
tempo. Parecia que ia viajar, jogou umas malas no carro e saiu.”
Perguntei: “Tinha mais alguém com ele?” ela respondeu: “Eu reparei que
chegou um rapaz ai por volta de 1 hora atrás. Mas não vi o saindo não. E
olha que fiquei o tempo todo olhando a rua.”
Comecei a ficar
com mais medo, liguei mais uma vez para o celular do meu amigo e mais
uma vez, caixa postal. Gritei seu nome e nenhum sinal. Desesperado,
pulei o portão e fui em direção à porta. Bati e ninguém respondeu.
Gritei mais uma vez e nada. Tentei abrir a porta e ela estava aberta.
Abri devagar, com medo de estava por vir. Quando entrei, me deparei com a
cena que não queria ver. Meu amigo estava jogado no chão, sem vida. Ele
foi brutalmente assassinado. Havia sangue por todos os lados. Entrei em
desespero não sabia o que fazer. Peguei o celular para avisar a
policia, mas quando apertei o primeiro numero, vi que parou um carro na
frente da casa. Um homem desceu. Era alto e porte atlético, cabelos
grisalhos, barba por fazer. Ele veio em direção a casa. Quando a vizinha
o chama: “Senhor Roger, teve um rapaz aqui procurando o senhor tem
poucos minutos.” Ele responde: “Vai dormir, velha fofoqueira. Fica o dia
inteiro nessa janela e não faz porra nenhuma da vida.” Ele voltou a
caminhar em direção a casa. Olhei para os lados ainda meio atordoado com
a cena, e fui me esconder atrás do sofá. Ele entrou na casa e reclamava
consigo mesmo: “Cacete, onde deixei o livro? Falta apenas uma morte.
Preciso ver se tem mais alguma coisa depois da ultima morte. Aquela
vagabundinha que matei semana passada mexeu nas minhas coisas na escola.
Será que ela o pegou? Esse cara aqui devia saber alguma coisa. Ele e
aquele amigo curioso. Ele será a ultima pessoa que vou matar, depois
disso, meu ritual estará completo.”
Amanha postarei a parte Final! Não percam!
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